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"Em janeiro de 2022, Moro declarou: 'Quem manda no Bolsonaro e Valdemar Costa Neto — alguém criminalmente condenado.' Em março de 2026, esse mesmo homem assinou sua ficha de filiação."
Este documento não repete — constrói sobre o que a série CUBE já demonstrou com dados empíricos.
Moro lidera por reconhecimento de nome: 43,5% estimulada vs 5,9% espontânea. A diferença de 37,6pp e inflação pura.
A debandada de 90,6% dos prefeitos confirmou: a estrutura era de maré, não de partido.
~30% do eleitorado responde ao prefeito e resultado local. A debandada entregou esse bloco ao campo Ratinho.
A aliança Moro-Bolsonaro é de conveniência, não de convicção. Alianças de conveniência têm prazo de validade.
Giacobo acertou: "O partido foi contaminado pelo ego de alguém que nunca se manteve em um grupo político."
Números impressionantes — mas 86% e inflação.
PR: 5o colégio (8,41mi eleitores). Se Moro vencer, entrega a máquina estadual para a campanha presidencial. Em 2022, Bolsonaro obteve ~4,3mi de votos no PR.
PL oferece R$886,7mi em fundo eleitoral (maior do país), ~2min12s de TV por bloco e 94 deputados federais. Moro não trouxe isso — acessou.
| Cargo | Nome | Experiência executiva |
|---|---|---|
| Governador | Sergio Moro | Nenhuma |
| Senador | Deltan Dallagnol (Novo) | Nenhuma |
| Senador | Filipe Barros (PL) | Nenhuma |
"Quem governa cidades de verdade escolheu Ratinho. Quem sobrou nunca administrou nada."Edição III — A Debandada
Deputada federal (veio do UB) — amplia bancada PL na Câmara.
Capital Lava Jato. Lidera pesquisas para Senado: 19,5–24,3% no 1o voto; 49,5% na somatória Neokemp. Risco: inelegibilidade (cassado pelo TSE, Ficha Limpa).
Deputado federal, veio do PSD. 161 mil votos em 2022 — maior votação individual entre os que migraram. Filiou-se ao PL em 05/03.
Deputado federal, veio do Uniao Brasil. Filiou-se ao PL em 05/03 — primeiro dia da janela partidária.
Deputado federal suplente, veio do PSD. Filiou-se ao PL em 05/03.
Abandonou Ratinho Jr. — sinalização política, mas partido pequeno.
Presidente da FIEP — indicado vice-governador. Ponte com setor produtivo.
O PL não trouxe um candidato com 43% — trouxe 5,9% de intenção real e 37,6pp de reconhecimento que pode ou não converter.
86% dos "eleitores de Moro" não pensam nele espontâneamente.90,6% da base municipal — destruida em 48 horas.
Cidades perdidas: Cascavel (~240 mil), Foz do Iguaçu (~204 mil), Guarapuava, Araucaria, Assis Chateaubriand (sede AMP), Pato Branco + dezenas do interior profundo.
"Moro controla 0% das prefeituras do estado em que quer ser governador."Edição IV — O Tabuleiro Invisível
Levou consigo toda a rede municipal — diretórios, lideranças de base, cabos eleitorais.
"A gente perdoa a traição, mas não esquece o traidor."Giacobo — usando frase de Flávio (2021) contra Moro, dentro do partido de Flávio
"Em tres anos de mandato, o senador não fez nada pela população do Paraná."Giacobo
"Respeite o Paraná e o seu povo, senador."Giacobo — Moro tentou ser senador por SP antes
| Bloco bolsonarista | Comportamento | Destino |
|---|---|---|
| Ideologico radical (maioria no interior) | "Moro prendeu nosso presidente" | Giacobo/Ratinho |
| Pragmatico | Segue quem governa | Ratinho |
| De Flavio/digital (menor) | Segue articulação nacional | Moro |
Os dois primeiros blocos sao maiores. Ambos convergem contra Moro.
PP vetou Moro por unanimidade (dez/2025). Federação homologada (26/03) — veto se estende a UB. ~72 prefeitos + ~R$953,6mi fora do alcance. "PP negocia com quem tem moeda. Moro não governa — não tem moeda."
O juiz anticorrupção filiou-se ao partido do condenado no mensalão (7 anos e 10 meses). Valdemar (2023): "Moro e Deltan vão pagar caro." Moro (2022): "Valdemar é criminoso condenado." Março/2026: filiação de braços abertos. "O último capítulo da Lava Jato."
O PL trocou capital organizacional coletivo por capital eleitoral individual.
Peso CUBE: Médio-alto — 86% e inflação; CUBE: 25,5–33,5%
Peso CUBE: Alto — recurso real e estrutural.
Peso CUBE: Médio — contradição Valdemar + zero gestão.
Peso CUBE: Alto — condicionado a vitória.
Peso CUBE: Médio
Peso CUBE: Catastrófico — assimetria agora é infinita.
Peso CUBE: Grave — vereador segue prefeito.
Peso CUBE: Catastrófico — insubstituível.
Peso CUBE: Permanente — juiz no partido do mensalão.
Peso CUBE: Altíssimo — é o swing (+7–10pp).
Peso CUBE: Catastrófico — entregue ao campo Ratinho via prefeito local.
O PL trocou capital organizacional coletivo (prefeitos, rede, coerência) por capital eleitoral individual (nome, pesquisa, dinheiro).
Capital individual vence capital coletivo em eleição estadual? A resposta histórica do Paraná é não.A vinda de Moro custou ao PL 90,6% da base municipal, 24 anos de construção, coerência narrativa e acesso a Federação PP+UB — em troca de 5,9% de voto real.
"E como trocar um exército por um tanque. O tanque e mais poderoso. Mas não ocupa território."Edição III
| Ator | Ganha | Arrisca |
|---|---|---|
| Flávio | Palanque no 5o colégio | Nada — redireciona se Moro perder |
| Moro | Máquina PL + fundo + TV | Tudo — 3 partidos em 5 anos |
| PL-PR | Governo (se vencer) | Base inteira (ja perdida) |
A disputa pelo Senado no Paraná tem dois universos de dados completamente diferentes, dependendo da presença de Deltan Dallagnol.
| Instituto | Deltan incluido? | Deltan | Álvaro Dias |
|---|---|---|---|
| Neokemp (set–nov/2025) | Sim | 20,3–24,3% (1o) | — |
| 100% Cidades (jan/2026) | Sim | 22,2% (1o) | 20,5% (2o) |
| IRG (mar/2026) | Sim | 19,5% (1o) | 17,5% (2o) |
| Neokemp (mar/2026) | Sim | 49,5% somatória (1o) | — |
| Paraná Pesquisas (mar/2026) | Não | — | 49,6% (1o) |
Deltan lidera ou empata com Álvaro em todas as pesquisas em que aparece. Os 49,6% de Álvaro só existem num cenário sem Deltan. A variável decisiva é jurídica, não eleitoral.
Disputa real no Senado — Deltan pode levar uma vaga. Campo governista ganha governo, arrisca Senado.
Filipe Barros disputa a 2a vaga com menos forca. Campo governista favorito em ambas as frentes.
Curi (~38–45%) + Álvaro (~45–50%) provávelmente vencem, mas Deltan (~20–24%) briga pela 2a vaga — disputa apertada.
Curi + Álvaro varrem. PL zerado no Senado. Apagão total.
"Moro não arrisca derrota — arrisca apagamento." Mas a elegibilidade de Deltan é a diferença entre apagamento e disputa real.Edição IV — O Tabuleiro Invisível
As projeções usam "candidato PSD" de forma genérica — provávelmente Curi, mas ainda indefinido. A variável é a mesma desde a Edição I: unificação do campo governista.
O nome mais provável e Alexandre Curi — presidente da Assembleia Legislativa, 6 mandatos, perfil municipalista, base própria e 15,2% nas pesquisas para governo (IRG, mar/2026). O dilema: Curi e insubstituível no Senado (42,1%), mas para o governo, a transferência de Ratinho (84%) carrega qualquer aliado razoável. A definição desse destino redesenha todo o tabuleiro.
O PL fez uma aposta inédita: trocou estrutura por nome, chão por pesquisa, 24 anos por 43% inflados.
A história do Paraná diz que estrutura vence nome. A CUBE diz que 43% vira 25–33%. A debandada diz que o PL não existe mais no interior.
Mas Moro tem R$886,7mi, 2 minutos de TV e a maior máquina nacional. Se houver candidato capaz de quebrar o padrao, é ele.
"O PL convocou o general mais famoso do país. Mas a guerra no Paraná se vence com infantaria — e a infantaria inteira trocou de lado."